sexta-feira, 24 de setembro de 2010

COMPLEXO AQUÁRIO - AQUARIUM COMPLEX

Monumental, o Complexo Aquário do Pantanal, que Ruy Ohtake está desenhando para o governo do Mato Grosso do Sul, deverá ser implantado numa das entradas do principal parque urbano de Campo Grande, o Parque das Nações Indígenas.
Primeiro projeto do arquiteto a ser construído na cidade, ele é composto por dois volumes conectados e em desnível - o pavilhão central e o dos aquários -, que têm como cenário um jardim central e aberto, dedicado à biodiversidade do Pantanal mato-grossense.
O pavilhão dos aquários, que fica em nível rebaixado, terá sua fachada externa embasada por painéis de vidro transparente a meia altura. Com isso, o visitante desfrutará, ao longo de todo o percurso, de livre visão do jardim oval, coplanar ao pavimento e com 70 metros em seu eixo maior.
Além de iluminar naturalmente o túnel dos aquários, esse artifício cumpre a função didática de visualização simultânea da biodiversidade de que trata o projeto e promove a integração visual, enfatiza Ohtake.
A arquitetura propõe o contraste de escalas. A entrada será feita através de uma espécie de cápsula metálica com pé-direito generoso - 14 metros no ponto mais alto -, cuja identidade resulta do grafismo dos materiais estruturais e de vedação. Vidro, metal e pórticos em forma de arco configuram o volume de recepção, que é visualmente marcante mas, como espaço de transição, deverá ter ocupação rarefeita.

Sua cobertura é abobadada; a iluminação natural virá das aberturas baixas da fachada externa, enquanto a face interna é envolta por aquários de fechamento curvo e dimensões variadas, formando um caminho pontuado pelos desenhos dos volumes preenchidos com água e vidro projetados por Ohtake. O complexo terá marcante vocação turística, didática e de lazer, conclui o arquiteto.

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