Com a reforma, o conceito de Niemeyer volta para o Palácio. Quem visitar o local vai se deparar com salões amplos, com móveis assinados por artistas brasileiros e criados entre as décadas de 1950 e 1970, além de obras de arte de figuras como Di Cavalcante, Djanira, Burle Marx e Athos Bulcão.
Por fora o Palácio manterá as características já conhecidas e divulgadas nos cartões postais. Diferenças serão percebidas, contudo, ao olhar para dentro do edifício. No térreo um amplo salão permitirá a visão através do Palácio. No quarto andar, antes tomado por pequenas salas feitas de divisórias com funcionários trabalhando, um grande espaço foi aberto, sendo possível se notar a imponência da construção.



















Fixada ao antigo edifício de seis andares por meio de uma estrutura metálica treliçada, a nova fachada atua como brise soleil, além de servir de estratégia de marketing da marca. Para criar o efeito de ondulação semelhante ao da água, Beckmann fotografou a superfície de um lago sob a interferência de ondas. “Documentamos, categorizamos e estudamos o reflexo da luz na superfície de rios e lagos”, explica o arquiteto.
A imagem foi então importada para um software para modelagem em 3D, que permitiu a reprodução volumétrica do padrão de interferência na superfície da água. O envelope fluído contém rasgos criados nas sobreposições das ondas. “A duplicação e deslocamento da pele criaram interseções que foram removidas de forma a gerar aberturas com um formato fluido e orgânico”, diz Beckmann.
Durante a trama, cada personagem – arquiteto, engenheiro, pedreiro, encanador, entre outros -, tem a mesma função no trabalho de erguer a tal casa, e cada um tem a sua história para contar.Segundo o autor, “o texto nasceu de uma pequena verdade chinesa sobre o desapego: toda vez que cria uma mandala, o artista a destrói assim que está pronta, para não se apegar ao que faz. A peça adapta a pequena fábula e utiliza a construção de uma casa como alegoria para a vida”, diz Julio Santi.


Uma das contempladas por essa urbanização foi a favela Heliópolis, uma das maiores de São Paulo, que contou com a colaboração do arquiteto Ruy Ohtake. Lá foram construídos edificios residenciais e um centro cultural, além de ser realizada a pintura de várias casas.

Marcas registradas do arquiteto, as marquises e coberturas orgânicas monumentais de aço e vidro estão presentes no novo aeroporto, sobretudo na praça pública e no novo terminal de trem que dará acesso ao aeroporto. “Procuro criar estruturas que sejam belas e, ao mesmo tempo, funcionais”, afirma o arquiteto valenciano.




